Psicólogo, Percussionista, Pisciano e adorador de cinema, teatro, música, fotografia e do mar. Gosto de brincar com as palavras.Uso este blog para dar vazão às muitas inquietações que tenho em relação a vida cotidiana seja em tom crítico ou poético. Serve, sobretudo,para expressar um lado mais lúdico e artístico com a palavras e estimular a reflexão.
domingo, 1 de janeiro de 2012
E aí Brasil?
Entramos 2012 sendo a sétima maior economia do mundo, porém com índices de desigualdade e analfabetismo ainda muito altos, incompatíveis e inadimissíveis com a riqueza do país. Quando o Brasil irá quitar essa dívida moral e promover a cidadania? Lembrando que seu povo não quer ter direitos e deveres, mas sim privilégios e concessões! E aí Brasil?
Contradições
O ritmo ACELERADO da vida nos PARALISA, enquanto que ao ESTACIONARMOS na REFLEXÃO, naturalmente a EVOLUÇÃO se faz presente.
AFINIDADES
As relações mais evoluídas, que eu não faço questão aqui de rotular os tipos, se alimentam puramente de AFINIDADES. Compreensão e tolerância são meros exercícios (para alguns é um grande esforço e sacrifício) que fazemos pra integrar a DIFERENÇA, que na afinidade está AUSENTE, porque há predomínio das SEMELHANÇAS. Semelhança de humor, de espírito, de linguagem, de interpretações, de olhares, de sabores e de diálogos. A afinidade é A-TEMPORAL, pois RENUNCIA a necessidade do TEMPO como aliado... nunca precisou dele para comprovar suas verdades e muito menos para se manter abastecida pelos mistérios da vida.
sexta-feira, 25 de março de 2011
TRAGÉDIAS

Vítimas do Japão
Sem água, sem pão
Triste tragédia
Comove o mundo, quanta solidariedade (que comédia)
Exclusão escancarada no dia-a-dia
Pouco se faz, quem se beneficia?
Desfavorecidos, excluídos, encurralados
Miseráveis,oprimidos, esfomeados
Ignorantes ou ignorados?
Não sofreram grande tragédia, pobres coitados
Receber doações, mobilização coletiva, ser ajudado?
Só com tsunamis, terremotos, atentados
Pobreza banalizada, miséria naturalizada
Macro-tragédia espetacularizada, notícia enlatada
Indústria da comunicação insiste em universalizar
Uma visão de mundo que nem todos são obrigados a endossar
Mídia dissimulada, manipula informação, fabrica a notícia
Jornal “Massa”, vincula o pobre à violência, à marginalidade, à caso de polícia
Criança esperança, ONGs, instituições de caridade
Não rompem com a lógica, pelo contrário, mantém a desigualdade
O mundo sangra, alguns choram
Cresce a indiferença, poucos se importam
Natureza acuada,
Pobreza estampada
Riqueza monopolizada
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Pessoas de bem precisam se posicionar
As constantes guerras civis na África, a truculência religiosa no islã, a tensão geopolítica no oriente médio, e o desenvolvimento da economia nos países emergentes de 3º mundo (em especial China, Brasil e Índia) indica que estamos passando por um processo de transição, de mudança, de progresso em busca da evolução dos valores da humanidade e do espírito, de um início de tentativa de visão macro e histórica das diferenças e, também, de condições de igualdade econômicas e sociais.
Vivemos tempos difíceis e incertos, é o preço da transição. De dúvidas existenciais, de desconfianças generalizadas, catástrofes ambientais freqüentes, insegurança urbana, ao mesmo tempo em que a ciência e a mídia pretendem estabelecer certezas consensuais e divulgar verdades absolutas.
Ser correto e digno hoje em dia é ser exceção, ganha destaque, prestígio e até admiração dos outros aquele que se posiciona de maneira ética, coerente e autônoma diante de qualquer enfrentamento nebuloso, ideológico, comercial ou numa ocasião injusta que envolva pessoas. Quando se é cortês, você é estranhando pelos outros, é um comportamento em extinção. Chegamos a tal ponto que um singelo ato de gentileza gera no outro uma desconfiança. Ser solidário e altruísta então, pior ainda! Paranóia?
Ícones como Nelson Mandela (1918), fruto da história, e Capitão Nascimento (Tropa de Elite), fruto da ficção, ganharam e ainda ganham destaque e repercussão pelas suas condutas e posicionamentos firmes nas circunstâncias de enfrentamento. A dimensão que toma esses sujeitos demonstra, pelo curso da história, a carência da humanidade em modelos de vida e referências de pessoas que tragam alguma perspectiva inovadora ou modelos de dignidade a serem seguidos (hiato deixado por duas guerras mundiais, queda do muro de Berlim, e pela “morte” das ideologias).
Nelson Mandela teve seus méritos próprios. Combatia fortemente o regime apartheid, ficou preso 28 anos, por alguns deles sob tratamento desumano. E quando todos esperavam uma conduta previsivelmente humana, pois instintiva, (porém, seria também oportunista e leviana), de represália e desforra, ele lidera o governo de seu país demonstrando uma sabedoria política, uma coerência com seus propósitos subjacentes aos seus ideais, uma indiferença quando conveniente ao lidar com a oposição, e um sentimento acolhedor agregando as diferentes raças e etnias. Isso o faz a grande figura humana do século XX. Capitão Nascimento cabe uma análise interessante não só pelo personagem, mas pela repercussão e pela idolatria nacional generalizada. Muitas pessoas o têm como ídolo, a mídia super dimensiona e o coloca na patente de “herói da nação”. Esses fatos demonstram que pessoas e instituições da sociedade civil têm um mínimo de esclarecimento, percebem a fase ambivalente de progresso/regresso que atravessa o espírito humano e principalmente mostra uma noção de discernimento. Eu idolatro aquele que tem a virtude que não tenho, que faz o que sou incapaz de fazer, que esclarece o que pra mim está escuro. A idolatria ao Capitão Nascimento, no Brasil, é assumir nossa condição cultural de passividade e de impotência, é reconhecer a ausência de uma figura emblemática eleita através da história (e por isso coube a ficção fabricar esse personagem) e por fim atestar que temos sim uma percepção, ainda que turva, (associada a um sentimento real de indignação e perplexidade) das falcatruas encadeadas e seqüenciais daqueles que estão nos cargos de comando e exalam o autoritarismo do poder. Assim como das problemáticas sociais que envolvem a dualidade tráfico-marginalidade, exclusão-discrmininação e também das maracutaias que se auto-justificam e são minimizadas por se tratar de um “jeitinho brasileiro”.
E se a arte imita a vida, a rede Globo, cansou de escancarar e também (por que não?) estimular esse traço cultural brasileiro em suas novelas da segunda metade da década de 80: “Cambalacho”, “Vale tudo”, “Sassaricando”, e “Ti ti ti”, tinham como pano de fundo tramóias corriqueiras dos personagens que simulavam o jeitinho brasileiro, a “lei de Gerson”. Inclusive, essas novelas fizeram muito sucesso na época, tamanha representatividade e identificação que tinham com a população noveleira. A cultura brasileira impregnada pelo rótulo do país do samba e do futebol, desenvolve em nós a capacidade de improviso e a condição de adaptação, mas reduz a ética ao contexto singular e a conveniência. No samba impera o molejo e a ginga do sambista e no futebol a malícia, a sagacidade do jogador. Compreensível que sejamos um povo PHD no quesito astúcia e malandragem.
A humanidade precisa de referências históricas, modelos a serem seguidos, coisa que não nos falta. Provamos que sabemos discernir condutas dignas de nefastas. Pergunto: é necessário vestir um uniforme do bope ou ser um líder que enfrenta um regime radical de apartação racial para se posicionar de forma decente, digna e coerente perante uma situação real de enfrentamento? A vida cotidiana não se dá nos campos de futebol nem no sambódromo. As pessoas de bem precisam se posicionar.
Vivemos tempos difíceis e incertos, é o preço da transição. De dúvidas existenciais, de desconfianças generalizadas, catástrofes ambientais freqüentes, insegurança urbana, ao mesmo tempo em que a ciência e a mídia pretendem estabelecer certezas consensuais e divulgar verdades absolutas.
Ser correto e digno hoje em dia é ser exceção, ganha destaque, prestígio e até admiração dos outros aquele que se posiciona de maneira ética, coerente e autônoma diante de qualquer enfrentamento nebuloso, ideológico, comercial ou numa ocasião injusta que envolva pessoas. Quando se é cortês, você é estranhando pelos outros, é um comportamento em extinção. Chegamos a tal ponto que um singelo ato de gentileza gera no outro uma desconfiança. Ser solidário e altruísta então, pior ainda! Paranóia?
Ícones como Nelson Mandela (1918), fruto da história, e Capitão Nascimento (Tropa de Elite), fruto da ficção, ganharam e ainda ganham destaque e repercussão pelas suas condutas e posicionamentos firmes nas circunstâncias de enfrentamento. A dimensão que toma esses sujeitos demonstra, pelo curso da história, a carência da humanidade em modelos de vida e referências de pessoas que tragam alguma perspectiva inovadora ou modelos de dignidade a serem seguidos (hiato deixado por duas guerras mundiais, queda do muro de Berlim, e pela “morte” das ideologias).
Nelson Mandela teve seus méritos próprios. Combatia fortemente o regime apartheid, ficou preso 28 anos, por alguns deles sob tratamento desumano. E quando todos esperavam uma conduta previsivelmente humana, pois instintiva, (porém, seria também oportunista e leviana), de represália e desforra, ele lidera o governo de seu país demonstrando uma sabedoria política, uma coerência com seus propósitos subjacentes aos seus ideais, uma indiferença quando conveniente ao lidar com a oposição, e um sentimento acolhedor agregando as diferentes raças e etnias. Isso o faz a grande figura humana do século XX. Capitão Nascimento cabe uma análise interessante não só pelo personagem, mas pela repercussão e pela idolatria nacional generalizada. Muitas pessoas o têm como ídolo, a mídia super dimensiona e o coloca na patente de “herói da nação”. Esses fatos demonstram que pessoas e instituições da sociedade civil têm um mínimo de esclarecimento, percebem a fase ambivalente de progresso/regresso que atravessa o espírito humano e principalmente mostra uma noção de discernimento. Eu idolatro aquele que tem a virtude que não tenho, que faz o que sou incapaz de fazer, que esclarece o que pra mim está escuro. A idolatria ao Capitão Nascimento, no Brasil, é assumir nossa condição cultural de passividade e de impotência, é reconhecer a ausência de uma figura emblemática eleita através da história (e por isso coube a ficção fabricar esse personagem) e por fim atestar que temos sim uma percepção, ainda que turva, (associada a um sentimento real de indignação e perplexidade) das falcatruas encadeadas e seqüenciais daqueles que estão nos cargos de comando e exalam o autoritarismo do poder. Assim como das problemáticas sociais que envolvem a dualidade tráfico-marginalidade, exclusão-discrmininação e também das maracutaias que se auto-justificam e são minimizadas por se tratar de um “jeitinho brasileiro”.
E se a arte imita a vida, a rede Globo, cansou de escancarar e também (por que não?) estimular esse traço cultural brasileiro em suas novelas da segunda metade da década de 80: “Cambalacho”, “Vale tudo”, “Sassaricando”, e “Ti ti ti”, tinham como pano de fundo tramóias corriqueiras dos personagens que simulavam o jeitinho brasileiro, a “lei de Gerson”. Inclusive, essas novelas fizeram muito sucesso na época, tamanha representatividade e identificação que tinham com a população noveleira. A cultura brasileira impregnada pelo rótulo do país do samba e do futebol, desenvolve em nós a capacidade de improviso e a condição de adaptação, mas reduz a ética ao contexto singular e a conveniência. No samba impera o molejo e a ginga do sambista e no futebol a malícia, a sagacidade do jogador. Compreensível que sejamos um povo PHD no quesito astúcia e malandragem.
A humanidade precisa de referências históricas, modelos a serem seguidos, coisa que não nos falta. Provamos que sabemos discernir condutas dignas de nefastas. Pergunto: é necessário vestir um uniforme do bope ou ser um líder que enfrenta um regime radical de apartação racial para se posicionar de forma decente, digna e coerente perante uma situação real de enfrentamento? A vida cotidiana não se dá nos campos de futebol nem no sambódromo. As pessoas de bem precisam se posicionar.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
EAD

A EAD (educação à distância) realmente tem um nome bastante apropriado ao que se propõe. De fato, está mesmo distante. Afastada. Bem longe do que se pode oferecer uma educação mediada presencial e socialmente, coerente com princípios pedagógicos éticos e dignos de uma sociedade mais justa e menos desigual.
Não julgo as pessoas que optam por fazer esse tipo de formação, pois tem suas razões próprias. Preço mais acessível, comodismo e dinamismo pelo fato de não ser presencial, impossibilidades geográficas de deslocamento e falta de tempo. O debate aqui é sobre o método de um ensino virtual, suas implicações para a subjetividade e como sai esse profissional para o mercado de trabalho.
O processo de formação em nível superior, assim como a vida cotidiana e o comportamento da humanidade no mundo capitalista, passa por transformações efêmeras e configurações contraditórias rumo ao colapso social, e por isso requer questionamentos, debates e indagações que vão à velocidade contrária desse ritmo avassalador.
A educação à distância (EAD) é produto de uma sociedade que tem seus meios de produção (econômicos e tecnológicos) crescendo aceleradamente e que promove o estímulo a competição e a individualidade. O crescimento do mercado informal e a origem do conceito de uma cultura organizacional (invenção da sociedade pós-moderna) demandam a criação de diferentes tipos de espaços de formação dos sujeitos e métodos alternativos de aprendizagem. A EAD é um deles.
Possibilita uma amplitude do acesso a conhecimento (diante do método do ensino, cabe a indagação: conhecimento ou informação?), na medida em que através de um sistema virtual de ensino promove que uma quantidade ilimitada de pessoas estejam conectadas em rede tendo oportunidade de “aprender” um conteúdo. Faz com que pessoas da zona rural que não tenham condições de ir ate uma universidade, tenham acesso ao “ensino”, criando uma formação profissional e cultural. É uma perspectiva politicamente democrática, economicamente viável e lucrativa e pedagogicamente desastrosa. Democrática pois amplia-se o alcance da (in)formação e em teoria diminui-se a discrepância educacional entre as classes, construída socio-historicamente. Economicamente viável e lucrativa, pois os empresários disfarçados de educadores, têm um custo fixo de manutenção do sistema da rede, e da mísera carga horária fixa de um professor para uma aula que pode estar sendo assistida por 500, 1000, 2000 ou 3000 alunos em todo o Brasil. Pedagogicamente desastrosa, pois não há um rigor metodológico no ensino; não há uma didática coerente com diversos tipos de linguagem; não há enquadre/espaço de ensino determinado, o que dificulta a imersão cognitiva ao assunto; a condução do ensino e a avaliação da aprendizagem se tornam processos fragmentados e duvidosos; e por fim, não acompanham o desenvolvimento dialético progressivo/regressivo do aluno. Além do mais é humanamente impossível acompanhar pedagogicamente essa quantidade de subjetividades num espaço virtual de aprendizagem.
Considero a EAD uma pseudo formação, fruto da sociedade do excesso, que gera sobras, que cresce sem precedentes e não mede conseqüências para inventar possibilidades descaradas de lucro. Com o intuito de inflar ainda mais o mercado com profissionais incompletos e inacabados a sociedade sofrerá futuramente com as "sobras" desse tipo de formação incosequente, pois o mercado não acolhe a todos e nem haverá espaço nem emprego para essa enxurrada de universitários virtuais. O nível superior é hoje, o que o ensino médio representava na década de 60. O mínimo que todos devem ter. Hoje é obrigação. Porém, ter nível superior nem sempre significa estar empregado, muitos menos ter um nível de qualificação respeitável e decente.
A EAD do século XXI e as escolas técnicas surgidas na década de 60 têm suas semelhanças. Surgem a partir de um modelo empresarial de educação. A EAD é hoje uma “escola técnica refinada”, com grife, ajustada aos moldes espetaculosos do século XXI. A suposta diferença está no final. Pois fornece um título de graduação ao seu término, e não de um técnico. Sabemos qual classe social procura esse curso, a que cultura pertence e onde a elite quer que ela continue permanecendo. O processo de ensino, em rede virtual, passa a idéia de um certo“glamour” (pela roupagem da tecnologia, dá uma falsa sensação de status) e faz com que mascare a fragilidade da formação e camufle o fracasso da intenção empresário-educativa dando uma idéia enganosa ao aluno (visto que dispõe de todo um aparato de arsenais tecnológicos e um suporte da rede digital) de que está sendo preparado a altura da competitividade e das cobranças de um mercado de trabalho cada vez mais voraz.
EAD? Sim, traduzindo: Ensino Amputado, Deficiente!
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Luluzando

Hoje o tempo voa amor... assim caminha a humanidade!
Não há tempo que volte amor. As vezes eu me sinto uma bala perdida.
São tempos modernos.
Tudo muda o tempo todo no mundo, não adianta fugir nem mentir.
Porém, existirá e toda raça então experimentará, para todo mal, há cura.
Eu vejo um novo começo de era: não desejamos mal a quase ninguém, consideramos justa toda forma de amor e achamos que, tolice é viver a vida assim sem aventura.
Pode ate parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então... e se amanhã não for nada disso? Garota, eu vou pra Califórnia...vamos viver tudo que há pra viver.
Será magia, miragem, milagre... será mistério? Se é loucura então, melhor não ter razão.
Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia!
Todo universo pra gente se perder não foi suficiente , olha e vê.
Você vive me dizendo que o pecado mora ao lado
Mas nada tem a menor obrigação de acontecer
Só que dessa historia ninguém sabe o fim
Ainda vai levar um tempo
Vamos nos permitir (com passos de formiga de sem vontade)
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