então estou aqui, flertando com a nostalgia
completando mais um ano de vida, cansado de tanta hipocrisia
é muita demagogia
carregar esse fardo de viver numa pseudo democracia
nos cuidemos! chega silenciosamente uma hemorragia
o caos se anuncia
e as vezes judia
esperamos que chegue o dia
(mesmo vivendo nessa disritmia)
em que não haverá anorexia, bulimia, discauculia e outras anomalias
quer saber? sorria!
faço isso quase todo dia
tome banho de pia
abrace sua tia
ouça aquela música que te arrepia
afaste a melancolia
viva com mais sabedoria
é o que faço: percebo, escrevo e sinto
de preferencia degustando um vinho tinto
vou decorando esse singelo canto do quinto
mas minha idade, não minto
cá estou eu prestes a completar trinta e cinco
Psicólogo, Percussionista, Pisciano e adorador de cinema, teatro, música, fotografia e do mar. Gosto de brincar com as palavras.Uso este blog para dar vazão às muitas inquietações que tenho em relação a vida cotidiana seja em tom crítico ou poético. Serve, sobretudo,para expressar um lado mais lúdico e artístico com a palavras e estimular a reflexão.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Inferno astral
Nesse mês iluminado
os atros sinalizam:
"cuidado!"
Mas como? (me pergunto)
Qualquer perigo seria desvendado
Quem nasce em fevereiro
é um privilegiado
verão em cores, sabores e rumores
de fato, é um mês abençoado
os atros sinalizam:
"cuidado!"
Mas como? (me pergunto)
Qualquer perigo seria desvendado
Quem nasce em fevereiro
é um privilegiado
verão em cores, sabores e rumores
de fato, é um mês abençoado
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
A(o)mar
Para fugir do grito e do agito
Busco na paz, a plenitude de espírito
O mar, flutuando, espio
se há barulho, fico arredio:
"Silêncio! Nenhum piu"
Espero, sinto, te toco, medito
No imaginário, em cores te pinto
E tenho dito:
Me leve ao mar, é minha terapia
lá há de ter alegria e intensa calmaria
Sentiremos a salgada energia
E se não der, ao menos houve telepatia
Busco na paz, a plenitude de espírito
O mar, flutuando, espio
se há barulho, fico arredio:
"Silêncio! Nenhum piu"
Espero, sinto, te toco, medito
No imaginário, em cores te pinto
E tenho dito:
Me leve ao mar, é minha terapia
lá há de ter alegria e intensa calmaria
Sentiremos a salgada energia
E se não der, ao menos houve telepatia
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Meu bem, meu mal
O comportamento: cordial
o olhar:animal
a performance: teatral
o abraço: fatal
a beleza: angelical
a boca: mortal
a dois: potencial
a distância: abissal
emoções: no varal
em escassez: sal
tudo isso: natural
a história: genial
o olhar:animal
a performance: teatral
o abraço: fatal
a beleza: angelical
a boca: mortal
a dois: potencial
a distância: abissal
emoções: no varal
em escassez: sal
tudo isso: natural
a história: genial
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
O improvável
Já dei muitos mergulhos!
Contaste quantas braçadas?
do fundo do mar tirar os entulhos
ao navegar dar boas risadas
na superfície, embaraço, embrulho
frases poéticas, palavras cantadas
ruído, melodia, barulho
mistérios de um improvável conto de fadas
Contaste quantas braçadas?
do fundo do mar tirar os entulhos
ao navegar dar boas risadas
na superfície, embaraço, embrulho
frases poéticas, palavras cantadas
ruído, melodia, barulho
mistérios de um improvável conto de fadas
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